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Elaborado durante a pandemia da COVID-19, a partir de encontros e conversas realizadas por videoconferência.

Este conjunto de apontamentos nasce de um período específico de isolamento social, medo coletivo e reorganização radical da vida cotidiana. Não se trata de um manual, mas de um registro de tentativas, escolhas e observações feitas em um contexto excepcional.

Não deixar de fumar durante a quarentena, tampouco entrar em culpa por, em alguns momentos, fumar mais. Observar o hábito, reconhecer limites e evitar a autoviolência moral.

Falar com as plantas e acompanhar seu crescimento, como forma de manter vínculo com ciclos vivos e ritmos não virtuais.

Todos os dias realizar ou utilizar algo que estimule a respiração e a imunidade: vaporização, chás (gengibre, sálvia, hortelã), tintura de eucalipto ou exercícios respiratórios simples, respeitando as condições do corpo.

Não esquecer das forças invisíveis. Tomar sol sempre que possível.

Não se acostumar completamente à virtualidade nem naturalizar o isolamento como estado permanente.

Respeitar os próprios sentires e vontades, sem culpa, sem produtividade forçada.

ÓCIO: viver, desfrutar e compreender o tempo não utilitário.

Praticar e treinar a habilidade de estar sozinho junto.

SOZINHO
JUNTO

Este registro foi elaborado em um contexto emergencial — a pandemia da COVID-19 — e reflete práticas pessoais e coletivas discutidas em reuniões virtuais naquele período. Não constitui recomendação médica, psicológica ou terapêutica. Algumas práticas mencionadas (como o uso de substâncias, chás ou hábitos cotidianos) envolvem riscos e devem ser avaliadas com responsabilidade e discernimento. Em caso de sofrimento intenso, questões de saúde ou dependência, é fundamental buscar acompanhamento profissional. O cuidado não se separa da responsabilidade.

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